
_ CAMINHANTES....
Ah,de quantas estrelas precisamos,para achar os rumos?
De quantas noites e boreais auroras,para desvendar os caminhos?
As vezes,é preciso caminhar,pisar no mundo de forma macia,como se pisasse num coração! Poucos,muito poucos sabem disso.Os sonhos precisam ser tratados com delicadeza.

ESPELHOS...
Desvendar-se... o olho de vidro implora decifrações.Mas elas não chegam!
Olhar e ver e não ver...
De quantas historias vive o nosso rosto. Imagens.
Brancas ilusões,negras previsões:historias,memórias.Enigmas de nós.
A porta que bate não significa alguém que chega. Pode ser apenas o vento da memória,dos desejos.
O olhar de vidro fere a resposta que se nega.
Pequenas verdades,grandes mentiras são nossas apenas nossas histórias.
Um direito sagrado da escrita da vida.No espelho eu-sou o –que não sou-sendo!
De mim..o vento saberá.

SAPATO
Gostaria de render homenagem ao sapato que atura o meu peso!
O pé que me sustenta é lance de dúvidas,a arriscar-se em caminhos obscuros.Procuro.
O sapato não é a minha gloria,gloria é o meu pé dorido,caloso,chato ou perfeito pondo-me nas estradas.
O sapato lindo,feio.O tamanco,a sandália...Que me importa?...importam sim para aonde me levam os meus pés!
Sapato que pisa em mármores finos,em tapetes persas!Já não mais me importa.
Sapatos toscos,brutos que pisam as ravinas,as ervas;o lodo,este me agrada.São pisadas firmes,que me levam longe.
Sapatos de pompas,de reis,papas...pisam pedras enceradas de palácios que os aprisionam.
Sapatos sem pompas,alpargatas de sola de corda(igual de camponês mexicano),expõe para mim, as dores do chão duro,da maciez da areia fina;do macio cheiro das gramas;me vou por léguas, ele(os meus pés protegidos por toscos sapatos) me liberta.
Escrito por trisy às 16h43
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