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Estico as maos e colho o fruto e depois a flor e depois...
o vulto que passa.
Nas escadarias de luz,rolam passos dourados que nao consigo alcançar.
Pelos telhados das catedrais ha catventos que rodam sob o suspiro dos deuses.
Uma aro de arco –íris é a grande aliança do tempo venturoso:casamento de sonhos,livros assinados com caligrafias finas e apressadas:o vento empurra depressa para as vidas ,as almas.
Miro teus olhos mornos,desses de outono com um sol morno,um céu âmbar,feito cor de pao ,ou mel visto atraves do vidro.Bebo essa luz que me parece doce e suave,sem perigos.Assim bebo o teu beijo.
Gostaria de estar nua ,despida sem medos de provocar ofensas ..
Gostaria de deitar na lua,na grama ,na cama como amante inteiro que nao causasse medo como de um ladrão...
Teu coraçao ainda nao é meu(talvez nunca será),teu corpo nunca,...mas a alma...quem sabe.Tenho encantos reveladores(perigosos)a dizer,mas nao posso,as etrelas me fulminariam,o Sol derreteria sobre nossas horas e eu te perderia para sempre.Já perdi?
Alí ha vestigios de vida como pequnos rastros de insetos;mais adiante sao pegadas fortes de leao...Mas sobre o mata ha silencio reservado,Se um pássaro cantor explode musica eu terei que silenciar sempre.Se ha cantos em outras árvores eu de olhos longos nao me aproximo(medo do espanto).
Sobre as paredes mornas vejo musgos vivos:estavam alí antes da minha aurora?estarão alí depois da minha ida?Vestigios das manhãs vividas.vestigios de sonhos .
O sol é meu amante e mensageiro...Escuta o que ele diz.Saberão traduzir o poema que soprei para ele?
Que bom.A tarde cai dourada feito favo de mel:mastigo suas luzes e penso
Se ela terá o sabor dos teus beijos. Sigo pelas sombras :nao me verás a sol pleno.Brincarás com as garças esvoaçante.Eu...passarei em silencio..adiante.(sempre invisivel),
nao me notarás,e não saberás o quanto dói este silencio.
Escrito por trisy às 17h34
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