.§* TRISTAN & ISOLDA *§.


 

 

NIRVANA.

 

Se calma a noite vem,calma me ponho e nela me estendo

Para o aconchego sereno.

Sob estrelas me deito na morna noite dos sonhos.

Deixo-me levar na paz dos encantos,navego entre mãos ,pernas,braços e lábios.

Não temo a grandeza do instante ,não temo a entrega.

Não choro,não rio,não clamo,não imploro,

Apenas navego na mansidão que sinto.

Dou-me a ti e nada é mais encanto que isto.

Se existe a paz eu estou  ali.

 

.........................................

 

Leve,livre e solta.Está a alma feito criança em brincadeira de roda.

Leve,livre e solta feito corça no campo,feito garça sobre o mar;

Feito águia no altiplano dos Andes.Estou...assim..

Assim,livre,leve  e solta voa a alma

Sem querer carregar o peso das possíveis dores...

Tiro dos ombros o peso e escoro por algum tempo

Na árvore todo o peso da minha bagagem;e na sombra fico.

Do alto,livre e leve observo o mundo e a tarde quieta que

Sobre o mundo cai;

Do coração peço apenas o silencio...é hora  apenas da contemplação.

Respirar fundo e rodar entre os dedos a flor do campo que arranco da relva.

E po-la depois entre os cabelos como troféu simbólico dos meus sonhos.

Lá para as bandas  do  oeste uma lua vermelha nasce.Olhos dos deuses,penso.

Sobre o mundo silhuetas  adormecem na noite que cai com as estrelas.

De quem são aquelas botas de fogo?talvez minhas! Estou pronta a calça-las mais uma vez.

.................................

Escrito por trisy às 23h13
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Os sinos batem  reboando pelos montes.

 Aves se elevam como pombas sagradas.

Risos angelicais de anjos  morenos e olhinhos puxados...

Anjelitos negros sobre altares da igreja da Consolacion.

Terra marrom em muros de pedras antigas como a alma que canta hosanas.

Lá fora,um azul poético,um sonho para ser conquistado.

..................

 Frias noites e dias de sol  amarelo.

Cheiro de alturas imensas,cheiro de rio ,e mares do pacifico.

Vento das ostras perdidas e de peixes roxos...

Canções  de línguas antigas,feitiço de ossos e santos romanos.

Na meia lua  a flauta canta lamentos e acaba nos beijos doces dos amantes

Que se queimam como fogueiras que me aquece no vale  dos reis.

............................

 

(ESCRITOS DE  VIAJANTE)POEMAS DE 2004/05/06 )

 



Escrito por trisy às 23h11
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