SONETO.
Meu coração e olhar estão em cruel peleja,
Na ânsia de dividir o que és como conquista.
O olhar ao coração impede que te veja,
O coração ao olhar também lhe veda a vista.
Sustenta o coração que é aí tua residência,
Num quarto em que nenhum olhar teve inda entrada.
Porém o contendor nega isso com veemência,
E afirma que do teu aspecto ele é a morada..
Para tratar da lide,em júri,os pensamentos
Todos os corações reuniram-se e assentado ficou,
visto o poder de sérios argumentos,
Que sejas,por igual,entre ambos partilhado.
Assim:do meu olhar será o teu exterior,
E do meu coração,o teu com o teu amor. (W.SKP)
Entender o silencio .
Entender a palavra que se atira feito lança:fere sem querer,mas o alvo acerta.por quê?!
Porque oferecer a palavra com fel se trago copas doces ?
Ah,amor meu,confusa a alma fica e sofre por tamanho temor.nada quero a não ser a calma que posso lhe dar .Contar do dia e rir o bem riso,e chorar a boa lagrima.
Fica como queres:em silencio recluso,mudo,sem abrir um leve sorriso,já que me temes e me tens como inimigo.nao sou.Se segurança significa ir-me...vou,vou de coração aturdido,alma pesada,sorriso amargo..
Quem sabe,depois, na curva do tempo,tanto temor se desfaça e assim,perto ou longe me chames e confies em pleno amor e amizade. (tristão)
Escrito por trisy às 19h22
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